Questão 122 — ENEM 2011 (Linguagens)

![](https://enem.dev/2011/questions/122/d8295ea3-6df2-42a5-8fe7-37e71cd0850d.png) Nós adoraríamos dizer que somos perfeitos. Que somos infalíveis. Que não cometemos nem mesmo o menor deslize. E só não falamos isso por um pequeno detalhe: seria uma mentira. Aliás, em vez de usar a palavra “mentira”, como acabamos de fazer, poderíamos optar por um eufemismo. “Meia-verdade”, por exemplo, seria um termo muito menos agressivo. Mas nós não usamos esta palavra simplesmente porque não acreditamos que exista uma “Meia-verdade”. Para o Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, existem a verdade e a mentira. Existem a honestidade e a desonestidade. Absolutamente nada no meio. O Conar nasceu há 29 anos (viu só? não arredondamos para 30) com a missão de zelar pela ética na publicidade. Não fazemos isso porque somos bonzinhos (gostaríamos de dizer isso, mas, mais uma vez, seria mentira). Fazemos isso porque é a única forma da propaganda ter o máximo de credibilidade. E, cá entre nós, para que serviria a propaganda se o consumidor não acreditasse nela? Qualquer pessoa que se sinta enganada por uma peça publicitária pode fazer uma reclamação ao Conar. Ele analisa cuidadosamente todas as denúncias e, quando é o caso, aplica a punição. Anúncio veiculado na Revista **Veja**. São Paulo: Abril. Ed. 2120, ano 42, n° 27, 8 jul. 2009.

Imagem da questão 122 do ENEM 2011

Questão 122 - ENEM 2011

  1. A) Ressaltar a informação no título, em detrimento do restante do conteúdo associado.
  2. B) Incluir o leitor por meio do uso da 1a pessoa do plural no discurso.
  3. C) Contar a história da criação do órgão como argumento de autoridade.
  4. D) Subverter o fazer publicitário pelo uso de sua metalinguagem.
  5. E) Impressionar o leitor pelo jogo de palavras no texto.

Gabarito oficial (INEP): alternativa D.

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